Revista Meio & Mensagem
Marketing & Negócios

Globo credita fuga de patrocinadores à crise
Em comunicado oficial, emissora responsabiliza situação econômica pela debandada dos patrocinadores do esporte nacional
13/05/2009 - 18:31

Depois de Finasa, Brasil Telecom, Medley e Ulbra, a Unisul também suspendeu seu patrocínio ao voleibol profissional. A Universidade do Sul de Santa Catarina, no entanto, apontou a Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão da Superliga de Vôlei, como um dos principais motivos da decisão.

Em comunicado oficial, a Unisul destacou que nos últimos meses, para manter uma equipe competitiva, aceitou reduzir o seu nome no uniforme dos atletas e até em placas publicitárias. Também preferiu silenciar-se diante da decisão da emissora de televisão, exclusiva na retransmissão dos jogos, de omitir o seu nome na identificação da equipe. Para a Globo, o time era chamado de Joinville, e não Tigre/Unisul/Joinville.

Também via nota oficial, a emissora responde as afirmações apontando a crise como principal fator da escassez de patrocinadores no esporte. A Globo sustenta que não cita as marcas dos patrocinadores para "ajudar o público a reconhecer a existência de fronteiras entre editorial e comercial".

Confira abaixo o comunicado da Central Globo de Comunicação:

"Os critérios que orientam as decisões das equipes de Jornalismo e de Esportes da Globo, de citar e exibir marcas, atendem a uma finalidade: ajudar o público a reconhecer a existência de fronteiras entre editorial e comercial, além, é óbvio, de resguardar, legitimamente, o modelo de viabilização da TV aberta, cujo sustento deve advir exclusivamente da comercialização dos intervalos e de outros formatos comerciais.

A Globo considera que a visibilidade natural proporcionada aos patrocinadores de equipes e eventos, em transmissões e reportagens, por si só agrega valor às marcas e gera ganhos de imagem para as empresas investidoras no esporte, dado o imenso alcance de público da televisão aberta.

É curioso que, justamente no momento em que o mundo atravessa grave crise econômica, empresas aleguem que vão encerrar projetos esportivos porque suas marcas não são citadas. Ainda que estes projetos esportivos tenham recebido durante anos - às vezes décadas - o mesmo tratamento atual, o que prova terem sido vitoriosos e assegurado retorno para os patrocinadores que a eles se associaram.

A eventual frustração de empresas patrocinadoras por não terem conseguido, na Globo, a chamada "mídia espontânea", na intensidade pretendida, reforça nossa convicção quanto ao acerto de nossas políticas."

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Respostas a este tópico

Penso que isso é resultado da falta de profissionalismo em alguns aspectos e do modelo de relacionamento viciado, pois a profissionalização resulta justamente na não dependência de um veículo ou patrocinador.

Tenho certeza de que há saídas alternativas no que tange a comunicação e visibilidade das marcas, evitando assim, estar totalmente sob o poder de um veículo "manipulador" que é a Globo...
Caro André,
Concordo com você que precisa haver uma mudança na forma de captação de recursos para manter estes clubes, pois vemos que o modelo da maioria ainda é o mesmo de 10, 15 anos atrás.Só tenho lá minha dúvida se influência politica não ajuda, quando vejo a operação arriscada a que o Corinthians submeteu-se ao contratar Ronaldo.Acredito que eles já tinham alguma especie de garantia ao fazer esta contratação.Simplesmente dois meses depois o clube estava com a Batavo e a Perdigão na lista de patrocinadores(as duas empresas são do mesmo grupo).Hoje vemos que a Perdigão e Sadia se fundiram e esta negociação já não é de hoje.Portanto não acredito que foi mero acaso, ser o ex-ministro da Fazenda um dos maiores acionistas deste grupo.Como também explicar que em um país com tantas finais de campeonatos, o atual ministro dos esportes participou justamente da final Paulista??
Voltando a forma de captação de recursos, concordo com você que os clubes precisam ser mais criativos.Alguns deles já até saíram na frente como o Internacional e o São Paulo.Para a decisão de amanhã no Beira Rio acredito que 80% dos ingressos estão saindo gratuitos para o socio torcedor.Se você olhar, no jogo passado o Maraca recebeu um ótimo público, porém é um jogo por ano com uma renda como aquela.Enquanto que o internacional, ganha o ano inteiro fidelizando seus associados.Outro grande clube que tem feito ótima administração é o São Paulo, valorizando seu patrimônio como está fazendo com o Morumbi, com politica de captação de atletas baratos, pelo interior do País , valorizando-os e tendo grandes retornos.Enquanto que outros clubes fazem exatamente o contrário, super inflacionando o mercado, aumentando ainda mais o rombo nos já combalidos cofres destes clubes.
Aos poucos a situação começa a mudar, haja visto as ultimas negociações como a do Fred e do Adriano.Grandes contratações sem custar tanto aos clubes, pois são patrocinadores que pagarão grande parte dos salários destes atletas.Pena que precisamos chegar ao fundo do poço para que estes clubes começassem a pensar criativamente.Já pensou se antes da crise este surto tivesse acontecido??? rsss Acho que a continuar dessa forma nosso futebol será revitalizado em pouco tempo. Com grandes estrelas do futebol mundial participando de nossos campeonatos.Porém, sabemos que as coisas não melhorarão apenas com estas medidas.É preciso que haja investimento na forma de administrar os clubes e em infra-estrutura para suportar atletas de alto nível.Valeu!!
Hoje infelizmente impera o a falta de comprometimento com a instituição, os caras(dirigentes) chegam e fazem o que querem, afinal de contas ninguém vem ser responsabilizado depois...veja o caso Cristian que foi vendido nem sei porque ao Corinthians, pois era um jogador que tinha muita raça, sabia marcar, tinha bom passe e ainda eximio cobrador de faltas.Pois bem, foi negociado com o Corinthians quase de graça e o outro clube ganhou um dinheirão em cima dele.Assim como está acontecendo também com o Tardelli no CAM, no inicio do ano era nossa principal aposta no ataque, pois nem se imaginava que o Adriano voltaria ao clube.Mais uma vez negociaram o jogador com a desculpa de pagar uma dívida do Bruno, mas eu pergunto, só havia ele lá? Tem o Maxi, Fierro, e na pior das hipoteses poderia fazer com o bruno o que fizeram com o Juan, arranjaria parceiros para ajudar a mante-lo no clube.Hoje o Tardelli tá jogando muito no CAM, foi até convocado para a Seleção e nosso clube continua na mão, se desfez do Ibson e não trouxe ninguém de nível, contratou um zagueiro para o lugar do Fábio Luciano que tem quase idade de Júniores, então era mais prudente ficar apenas com os da base.Mas fazer o que se a diretoria do clube é assim mesmo? Como um clube como o nosso poderá sair do buraco em que se encontra sendo tão amadora? Sem sair desse buraco fica mais distante de atingir a independencia tão sonhada, o mengão vai continuar nas mãos de tvs, empresários e acima de tudo sem condições de se proteger das janelas européias.Que é quando desmontam o time e não conseguem verba para repor no mesmo nível, comprometendo na maioria das vezes o rendimento do clube no campeonato Brasileiro.
Realmente a questão de exposição da marca do patrocinador, quando está envolvido o famigerado contrato de TV da emissora detentora dos direitos televisivos extrapola o limite de bom senso. Aqui em MG, no Campeonato Estadual, a maior fonte de renda do nosso Clube, é a comercialização das placas de publicidade, e como nosso Estádio é enorme (capacidade de 75.000 pessoas), o Clube vende 31 placas de publicidade na parte contrária às cabines e atrás dos gols. Quando um dos jogos foi televisionado pela emissora, o pessoal do suporte chegou à tarde, montou seu equipamento, retirou as placas dos patrocinadores que pagaram para ter suas placas ali e colocaram somente as da emissora. O Presidente do Clube brigou, ficou aquele clima ruim, telefone daqui, telefone dali, e finalmente nossas placas dos patrocinadores fiéis foram respeitadas, e a emissora colocou as de seus patrocinadores diluídas no meio das que não tinham sido comercializadas. Mas se ficar quietinho, a emissora faz o que quiser.
Olá! Realmente ótima e oportuna discussão!

Eu gostaria de entender o por quê de certos aspectos não sejam discutidos quando os direitos de transmissão são negociados.

Foi colocado que a empresa não seria citada nas transmissões? Isso foi ao menos discutido? A empresa prejudicada não deveria demonizar a Globo por agir de acordo com sua política comercial, depois de aceitar as "regras do jogo"...

É realmente um assunto polêmico.

Coloco outra visão para debate: Não seria mais interessante para essas empresas (unisul, ulbra, etc...) patrocinarem clubes tradicionais, de torcida? Patrocinar uma equipe de vôlei do Avaí, do XV de Piracicaba, Palmeiras, Náutico... Não agregaria mais valor? Não creio que essas empresas tipo rexona, ulbra, unisul, etc... fizeram ou farão tanto bem ao esporte, de um ponto de vista amplo. Não creio que as pessoas gostem de torcer para fábricas de desodorante, frigoróficos. No caso de universidades particulares ainda há certo apelo por parte dos estudantes... um modelo tradicional norte americano... Mas não acredito que haja um ramo com clientela mais fiel que o do clube de futebol ao qual torce. O caso do basquete do Flamengo prova e comprova isso. Porque o rexona, a sadia e etc não patrocinam o basquete, o volei, o handebol, o futsal, o pólo aquático (rs) dos clubes?
Excelente colocação a sua. Torcer para o seu clube predileto seja em futebol, voleibol, basquete ou até xadrez tem um apelo emocional muito grande, o que pode gerar inclusive novas fontes de receitas para os Clubes. E a encampação de um time de ponta como Flamengo, Vasco, Botafogo, só para ficar com os cariocas, seria o ideal para o nosso modelo aqui no Brasil. O que ocorre é que durante muitos anos os clubes se tornaram verdadeiras "caixas pretas", e as empresas preferiam montar um time com o modelo de gestão delas, a arriscar a colocar sua marca no uniforme de um time que geria mal seu patrimônio e poderia, ao contrário de trazer benefícios, trazer rejeição à sua marca. Mas agora, com os Clubes modernizando sua gestão, como demonstram o Vasco da Gama, com um Diretor profissional e remunerado para cuidar do esporte, ou da nova geração de dirigentes que voltam aos bancos escolares para aprender a gerir o esporte, como o caso do Presidente do Botafogo, as empresas poderão investir na parceria com esses Clubes de massa e formar verdadeiros esquadrões de voleibol ou basquete.
Bem Lembrado, Fernando!

Agora, espero que estejamos atingindo um patamar além deste descristo por ti. Creio muito nisso... Por diversas formas e maneiras o mercado se mostra, cria caminhos para a gestão no esporte. Cada clube daqui pra frente, vai buscar esses profissionais.

Por isso que estou fazendo uma faculdade de gestão de marketing e qundo terminar pretendo fazer uma pós em marketing esportivo.

Quero saber também quando o Areias vai dar um curso....rs

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No esporte brasileiro, duas grandes evoluções recentes e agrádaveis ao mercado, ao meu ver, foram (1) o campeonato brasileiro de pontos corridos (uma mesma fórmula desde 2003! Incrível, conseguimos! rsrs) e o (2) advento da NBB: sensacional e louvável, um sucesso de cara. Um esporte como o basquete não poderia mesmo estar naquela bagaça!

Abraços!

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